Portugal sobe e atinge o pódio dos países mais pacíficos do mundo

Postado Junho 02, 2017

Este ranking avalia 23 indicadores em 163 países, como os conflitos existentes ou latentes, internos ou externos, bem como a segurança, a paz social e o grau de militarização.

Além de Portugal, o pódio inclui a Islândia (em primeiro lugar, posição que o país ocupa desde 2008) e a Nova Zelândia (em segundo).

A Síria surge neste ranking como o país menos seguro, pelo quinto ano consecutivo.

Os dados do Institute for Economics and Peace (Instituto para Economia e Paz) concluem que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo no índice do Global Peace Index.

Foram 93 os países que registaram melhorias em termos de paz, enquanto em 63 estados a paz deteriorou-se, como, por exemplo, nos Estados Unidos, que vivem uma turbulência política tanto a nível doméstico como exterior.

A melhoria foi impulsionada sobretudo por níveis mais baixos de terror patrocinado pelo estado - execuções extrajudiciais e tortura - e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão. A lista dos cinco países menos pacíficos é composta pelo Afeganistão, o Iraque, o Sudão do Sul e o Iémen.

No mapa dos países mais seguros do mundo, Portugal já é terceiro classificado, apenas superado pela eterna líder Islândia, com índices de criminalidade reduzidos e riscos de terrorismo ainda menores, e pela Nova Zelândia.

O relatório destaca que a subida de Portugal para a terceira classificação geral foi determinada por uma recuperação gradual da crise financeira, que resultou numa estabilidade interna no país.

Steve Killelea, fundador e presidente-executivo da IEP, considera que "as condições subjacentes ao aumento da desigualdade, o aumento da corrupção e a menor liberdade de imprensa contribuíram para este declínio dos EUA, resultando também na diminuição global da paz na América do Norte".

Os planos para a paz mundial melhoraram em 2017, apesar de um declínio notável nos EU e instabilidade politica Europeia.

Segundo as contas apresentadas nesta 11ª edição do GPI, o número de países atingidos por um enorme número de morrer por terrorismo cresceu para os 23, assinalando uma nova marca.