Incêndio florestal deixa mortos e feridos em Portugal

Postado Junho 21, 2017

A maioria morreu carbonizada.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o incêndio terá sido causado por trovoadas secas, salientando, no entanto, que "é prematuro tirar ilações" sobre o que aconteceu.

O primeiro-ministro português, Antonio Costa, classificou a ocorrência como "a maior tragédia que temos vivido".

O secretário de Estado da Administração Interna disse que o número de feridos se mantém nos 59, sendo que 18 foram transportados para hospitais de Coimbra, Santa Maria (Lisboa) e Prelada (Porto) e cinco estão em estado grave - quatro bombeiros e uma criança. Gomes informou que muitas das vítimas foram calcinadas dentro de seus veículos enquanto circulavam por uma estrada. A vila mais afetada é de Pedrogão Grande, na região da Leiria, a 150 quilômetros ao nordeste de Lisboa. Ele disse que, em resposta a um pedido de ajuda de Portugal, Espanha e França estão enviando aeronaves para ajudar a combater as chamas. A explicação mais provável é que um raio tenha dado início ao fogo, que se alastrou por florestas de eucaliptos.

Quanto à origem do incêndio, o diretor nacional da Polícia Judiciária afirmou à agência Lusa que "tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais".

O Governo decretou três dias de luto nacional devido à tragédia em Pedrógão Grande, que provocou pelo menos 62 vítimas mortais e várias dezenas de feridos. Moradores deixaram suas casas e algumas pessoas mortas foram encontradas em suas próprias casas em regiões mais isoladas, asfixiadas.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou o trabalho dos bombeiros, "que fazem o máximo possível" diante das difíceis condições.

Constança Urbano de Sousa espera que o cair da noite ajude no combate às chamas, uma vez que a percentagem de humidade no ar pode contribuir para que haja um arrefecimento que permita um combate mais eficaz. A União Europeia ofereceu ajuda a Portugal.

A Câmara de Santarém decidiu suspender a transmissão do jogo Portugal - México em ecrã gigante, prevista para as 16h00 deste domingo, 18 de junho, no Jardim da Liberdade, a contar para a primeira jornada da Taça das Confederações de futebol.

"Solidariedade pessoal, mas também dos cabo-verdianos, seguramente", acrescentou Jorge Carlos Fonseca.