Protecção Civil admite falhas no SIRESP

Postado Junho 24, 2017

"Porque ainda decorrem vários tipos de averiguações, o Ministério da Administração Interna não fará qualquer tipo de comentário à prestação da rede SIRESP nas ocorrências dos últimos dias", refere o MAI, numa resposta enviada à agência Lusa.

O documento terá que revelar como se portou afinal o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Os incêndios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra mataram 63 pessoas e feriu outras 136.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo, nesta quarta-feira, sobre a "inoperacionalidade do Siresp" no passado sábado, devido ao incêndio de Pedrógão Grande e se foram estabelecidas ligações alternativas.

"Estamos a falar de uma utilização massiva e, naturalmente, por vezes, temos alguns constrangimentos", disse.

Contas feitas, o SIRESP falhou durante 14 horas e meia não permitindo assim a comunicação entre bombeiros, GNR e Proteção Civil.

Marcado pela polémica desde o seu início, este sistema de comunicação está implementado em todo o país desde 2013 e é composto por 502 torres de comunicações e duas estações móveis de reforço com sistema de comunicação via satélite que serve um universo 53.500 utilizadores.

Esta rede de comunicações é gerida por uma parceria público-privada em que participa o MAI, a MEO e a Motorola.