Cinzas do dissidente chinês Liu Xiaobo são jogadas ao mar

Postado Julho 17, 2017

Liu Xiaobo foi o segundo Nobel da Paz a morrer na prisão. Opinião: Morte de Liu Xiaobo lembra a outra China A chanceler federal alemã, Angela Merkel, descreveu Liu Xiaobo como um "lutador corajoso em defesa dos direitos civis e da liberdade de expressão" e transmitiu à família do ativista suas "sinceras condolências". O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que o chinês "só queria o melhor para o seu país e continuará inesquecível".

Seu irmão mais velho, Liu Xiaoguang, fez este anúncio durante coletiva de imprensa organizada pelas autoridades, que controlaram os funerais de perto. O dissidente estava internado num hospital na cidade de Shenyang, tendo as autoridades negado os apelos para que ele fosse tratado no exterior. Além de reprimir defensores dos direitos Humanos, o governo também perseguiu seus advogados, prendendo dezenas de juristas e militantes.

As autoridades chinesas garantiram este sábado que Liu Xia, a viúva do Nobel da Paz Liu Xiaobo, "é livre", mas os amigos mais próximos têm denunciado que não podem contactá-la e que está sob vigilância do regime. Após a morte de Xiaobo, os respectivos líderes prestaram uma homenagem ao dissidente. "Consideramos profundamente perturbador que Liu Xiaobo não tenha sido transferido para instalações onde pudesse receber tratamento médico adequado antes de a doença entrar na fase terminal", diz um comunicado divulgado na página na internet do Nobel. Proeminentes ativistas pró-democracia e outros manifestantes se reuniram no prédio onde fica o escritório de representação do governo central chinês em Hong Kong para lamentar a morte do prisioneiro político mais famoso da China e reiterar o pedido de que a viúva dele seja libertada.

O irmão do Nobel da Paz disse numa conferência de imprensa em Shenyang que as cinzas de Liu Xiaobo foram atiradas ao mar. Depois da morte deste dissidente chinês, todas as atenções estão postas na viúva, já que as pessoas mais próximas têm alertado para a fragilidade do seu estado de saúde depois de ter passado os últimos sete anos em prisão domiciliária sem ter sido acusada de qualquer delito.