Venezuela às portas de mais uma greve geral

Postado Julho 21, 2017

Pelo segundo dia consecutivo, ruas e avenidas de Caracas ficaram bloqueadas por barricadas feitas por manifestantes em protesto contra o governo. "Só Portugal está claramente contra", sublinha o jornal. Em resposta a população incendiou uma esquadra policial.

Nicolás Maduro está à frente do governo venezuelano desde 2013, quando substituiu o líder Hugo Chávez. "Eu sabia que seria assim", disse o presidente. Apenas o metrô de Caracas funcionou, com um número reduzido de passageiros. "A única que pode parar este país, e não vamos fazê-lo porque buscamos o progresso, é a classe trabalhadora". Aloysio Nunes, ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que no Brasil "nos preocupamos muito porque [o referendo] é um elemento de agravamento do conflito, na medida em que vai criar duas ordens institucionais. [.] Aqui mandam os venezuelanos".

Os congressistas assinalaram o governo de Maduro de "fugir de sua responsabilidade internacional pelas graves violações dos direitos humanos" e deram como exemplo quando em setembro de 2012 o Estado venezuelano denunciou a Convenção Americana de Direitos Humanos, o que supôs o seu abandono da Corte Interamericana de DH.

A convocatória feita na passada segunda-feira vem na sequência do plebiscito que no domingo sublinhou a rejeição dos 7,5 milhões de venezuelanos que votaram em relação à continuidade de Maduro na liderança do país.

Os bloqueios, que não foram convocados pela dirigência opositora, têm como objetivo elevar a pressão contra o mandatário Nicolás Maduro para que suspenda a eleição dos membros da Assembleia Constituinte, prevista para 30 de julho.

A situação piorou ainda mais depois de o presidente ter decidido que iria convocar uma eleição para formar uma Assembleia Constituinte, o que deixou a oposição ao governo bastante enfurecida.

Segundo a Constituição da Venezuela, o CDN é o máximo órgão de consulta para a planificação e assessoria do Poder Público venezuelano, nos assuntos relacionados com a defesa integral do país, soberania e integridade do seu espaço geográfico, assim como estabelecer um conceito estratégico para a Nação. A União Europeia admite impor sanções, caso o presidente venezuelano avance com esta medida.