'Expectativa é aprovar reforma da Previdência até outubro', diz Meirelles

Postado Agosto 04, 2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (2) que a reforma da Previdência deve ser votada na Câmara e no Senado até outubro. "Vai além disso, Acreditamos ainda assim na viabilidade da aprovação", comentou Meirelles, em entrevista à imprensa concedida após participação em evento do Goldman Sachs na capital paulista.

Ele também admitiu que também existe a possibilidade de aprovar a Reforma Tributária também em 2017. "A tributária vai depender evidentemente de ela ser apresentada, mas claramente espera-se que a votação seja neste ano, porque ano que vem é um ano eleitoral".

Meirelles falou também sobre a reforma tributária que, na avaliação dele, deve ser votada até novembro.

Em plena sessão da votação pela câmara que irá definir o futuro do governo Michel Temer, os deputados da tropa de choque do peemedebista, Beto Mansur (PRB-SP) e Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que foi exonerado da Secretaria de Governo para votar pela rejeição da denúncia de corrupção contra Temer, foram flagrados com uma lista das emendas parlamentares já liberadas pelo governo.

A Reforma da Previdência será a primeira prova do governo depois de derrubar a denúncia.

O ministro também negou haver espaço para mais concessões na reforma da Previdência em relação ao último desenho apresentado. "Mas a arrecadação junho já retomou um pouco e nossa expectativa é que a retomada possa resolver essa questão", disse.

Ele destacou que os dois temas são prioritários e que a reforma da Previdência é urgente, como o corte de gastos tem mostrado, mas afirmou também que o governo pode aceitar uma versão simplificada da proposta aprovada na comissão especial, focada em menos temas, como idade mínima.

Imbassahy disse que uma eventual mudança na ordem não significa que o governo desistiria da alteração a Previdência.

- A proporção entre arrecadação tributária e crescimento da economia, tudo indica, que deve começar a crescer. "Se a inflação volta a convergir para a meta, portanto, isso tende a regularizar essa parte da receita", explicou. Eu não estou recebendo nenhuma pressão política - garantiu.