Ex-ministro Geddel pede para sair da prisão por 'risco de estupro'

Postado Setembro 17, 2017

O requerimento não teve muito sucesso e foi negado pela juíza Leila Cury, que faz parte da Vara de Execuções do Distrito Federal. Ela ressaltou o fato de os advogados do peemedebista terem supostamente se baseado em informações "inverídicas" e "especulativas" na petição.

Os advogados utilizaram a publicação do site "A Folha Brasil", conhecido por ser sensacionalista, que afirmava que no dia em que o ex-ministro foi preso, familiares dos detentos teriam divulgado supostos áudios vindo do Complexo Penitenciário da Papuda, onde os presos estariam ameaçando estuprar o ex-ministro.

De acordo com a matéria utilizada pela defesa de Geddel, facções criminosas teriam avisado aos acusados de corrupção que precisariam prestar serviços sexuais e domésticos aos demais internos.

O requerimento diz ainda que "qualquer lesão que aconteça a Geddel será de responsabilidade direta de todos os garantidores que se omitiram", e pede a garantia de "sua integridade física", ou ainda que o ex-ministro ficasse sob guarda da Polícia Militar. "Seus familiares estão pedindo intervenção da Justiça para que a violência e humilhação cessem o mais breve possível", pediu o advogado.

A juíza Leila Cury disse não ter competência para julgar o caso, que deveria ser levado à Justiça Federal.

"Soa um tanto estranho que essas mensagens tenham sido dirigidas ao ora custodiado, quando sequer havia divulgação relativa à unidade prisional em que seria alocado, em especial porque a matéria jornalística traz alguma informações inverídicas sobre a realidade das unidades prisionais do DF, inclusive quanto ao número de refeições disponibilizadas aos custodiados", escreveu.

O ex-ministro do presidente Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima (PMDB), preso no presídio da Papuda, em Brasília, desde sexta-feira passada (8), pediu para voltar para casa nesta quinta-feira (14) alegando correr risco de sofrer "estupro" na cadeia.