Supremo Tribunal do Brasil analisa pedido para barrar denúncia contra Temer

Postado Setembro 20, 2017

Com a estreia da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (19) o julgamento que pode levar à suspensão da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Na avaliação de um ministro, o procurador-geral agiu de maneira apressada nas últimas denúncias que enviou ao STF, já ao fim do mandato, com o intuito de limpar sua gaveta e não deixar os principais casos com pendências para sua sucessora, Raquel Dodge, que tomou posse ontem.

Após ter o pedido não atendido, a defesa do presidente Temer pretende propor a mesma questão para discussão no próprio plenário.

O advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, já havia protocolado na sexta-feira (15) um pedido para que a denúncia fosse devolvida.

"Entretanto, da leitura da peça vestibular [petição inicial], exsurge [destaca-se] que quase todos os supostos fatos delituosos narrados e imputados ao Sr".

Julgamento do pedido de afastamento do procurador Rodrigo Janot da atuação nos processos que envolvem o presidente Michel Temer no STF.

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O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente, pelo suposto crime de corrupção, não foi autorizado pela Câmara.

A delação premiada (acordo para confessar crimes em troca da diminuição da pena) da JBS é parte central das acusações contra o Presidente brasileiro.

O governo já se movimenta para barrar, na Câmara, a segunda denúncia apresentada contra Temer, por obstrução de justiça e participação em organização criminosa. O áudio da conversa entre Joesley Batista e o presidente Temer, gravada pelo empresário, também foi uma das provas usadas no processo. Isso porque, segundo a assessoria de comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a instituição já se manifestou no processo na última quarta-feira, por meio do procurador Nicolao Dino, que representou Janot na sessão e defendeu a remessa do caso para a Câmara.