28 países da AL terão saldo fiscal negativo em 2017 — Banco Mundial

Postado Outubro 13, 2017

No ano que vem, a expectativa é de que o Brasil cresça 2,0%.

Utilizando os parâmetros do mercado financeiro - que estima alta do PIB do Brasil de 0,7% neste ano e de 2,3% para 2018, com a América Latina, que após se retrair 1,3% no ano passado, deve crescer 1,2% em 2017 e 2,3% no próximo ano - o Banco Mundial alerta que questões fiscais, com um endividamento médio que representa 58,7% do PIB regional.

Os números fazem parte do relatório de previsões de situação econômica que o Banco Mundial divulga a cada seis meses.

De uma forma geral, a Cepal revisou as projeções de crescimento econômico para a região neste ano e espera uma expansão média de 1,2% na América Latina e no Caribe neste ano, ligeiramente maior do que a previsto anteriormente. Este ano deve avançar 2,2% e, no próximo, 2,4%. O exemplo são as economias dos países da América do Sul, especializados na produção de bens primários, especialmente petróleo, minerais e alimentos, que registraram uma taxa de crescimento de 0,7% em 2017.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento do produto interno bruto (PIB) brasileiro também de 0,7% este ano, mas de apenas 1,5% no próximo, segundo dados divulgados na terça-feira (10) pela instituição.

Végh também alertou que serão essenciais as reformas nos mercados de trabalho e na educação, além dos investimentos em infraestrutura, assim como abordar a situação fiscal.

Végh afirmou ainda que, a médio prazo, a região poderá enfrentar um novo desafio com o aumento das taxas de juros nos EUA, que já estão se elevando e devem continuar assim, revertendo anos de juros extremamente baixos para estimular a economia após a crise global de 2008. "É certo que os países da região ainda precisam fazer ajustes fiscais para se adaptar à nova realidade após a bonança das matérias-primas".