Brasil pretende eliminar hepatite C até 2030, segundo ministro

Postado Novembro 03, 2017

A Universidade Católica Portuguesa apresentou a 1 de novembro, no âmbito da Cimeira Mundial das Hepatites (iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde e da Aliança Mundial de Hepatites), em São Paulo, a ferramenta Let's End HepC (LEHC), que avalia o impacto das políticas de saúde pública na eliminação da hepatite C (VHC), com o intuito de eliminar a doença a nível mundial até 2030.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a expectativa é tratar 657 mil pessoas, sendo a meta mínima 50 mil pacientes por ano, o que "torna o projeto de erradicação mais viável" e sem restrições. Atualmente, apenas essas são elegíveis para tratamento no SUS e, com o plano de eliminação, todos os diagnosticados serão atendidos, independentemente do grau.

Segundo o ministro, 155 mil pessoas estão notificadas com a doença no Brasil e metade está tratada ou em tratamento.

De acordo com o diretor do Departamento de HIV e do Programa Global de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall, o Brasil é considerado um modelo para o desenvolvimento do combate à doença.

"A meta é alcançável, pois distribuiremos até o ano que vem o dobro de testes feitos para identificar os portadores de hepatite C, totalizando 12 milhões de diagnósticos", informou Barros em coletiva de imprensa, após a abertura do evento.

A programação inclui atualizações sobre as últimas tendências no combate contra as hepatites; novos dados sobre o progresso dos países para atingir os objetivos de eliminação propostos pela OMS; aumento do acesso aos medicamentos contra a hepatite C e os novos preços dos medicamentos genéricos; o desafio do diagnóstico, já que, em todo o mundo, cerca de 300 milhões de pessoas infectadas com hepatites B e C ainda não foram diagnosticadas; e novos dados globais sobre hepatites em crianças. Até o fim de 2017, o Governo do Brasil vai oferecer um novo tratamento para os pacientes, que oferece possibilidade de cura superior a 90%. Isso será possível devido à mudança na modalidade de compra do Ministério da Saúde, que vai condicionar o pagamento do tratamento à indústria farmacêutica à comprovação da cura do paciente. Os laboratórios terão o preço máximo de US$ 3 mil por tratamento, metade do valor pago atualmente.