Começa, em NY, julgamento do ex- presidente da CBF José Maria Marin

Postado Novembro 14, 2017

Marin estava fora, estava à margem.

Um dos advogados disse que Marin só se tornou presidente da CBF por causa da renúncia de Ricardo Teixeira, em 2012.

"Estava no campo mas não participava do jogo", disse o advogado, sugerindo que não fazia nada sem Marco Polo del Nero. Pelo regulamento, o mais velho dos cinco vice-presidentes deveria assumir até a eleição seguinte.

Começou nesta segunda-feira (13), em Nova York, a fase principal do julgamento do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol José Maria Marin, com defesa e acusação apresentando seus argumentos. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012.

Como parte de seu argumento, Stillman lembra que Marin estava sempre acompanhado de Del Nero e que era o segundo que ocupava cargo no Comitê Executivo da Fifa mesmo sob a gestão de seu cliente. Por isso peço que vocês voltem até a analogia que fiz: Marin era alguém que só completava o time. Essa posição era ocupada por Del Nero - disse Charles Stillman, advogado de Marin, segundo relato do globoesporte.com.

Um total de 42 ex-dirigentes do futebol, empresários e um banqueiro, assim como três empresas, são protagonistas da acusação de 236 páginas que detalha 92 crimes em 15 esquemas de corrupção separados, com mais de 200 milhões de dólares em subornos. Peço que vocês realmente tenham isso em mente: "Marin era só um interino", completou.

Marin foi preso em maio de 2015 e desde então cumpre prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos.

Marin aguarda uma definição de seu destino há mais de dois anos em seu apartamento na Trump Tower, o arranha-céus da Quinta Avenida e rua 57 que também abriga o triplex do presidente norte-americano Donald Trump e a sede de seu grupo imobiliário Trump Organization. Ambos são acusados de receber propina em contratos relacionados às copas do Brasil, da Libertadores e da América.