Governo chama professores a poucas horas da greve

Postado Novembro 14, 2017

O pedido de encontro foi divulgado esta terça-feira, 14 de Novembro, pela Federação Nacional dos Professores (Feprof), que refere, num comunicado enviado às redacções, que esta será uma reunião para "gerar confusão e não [para] a assumir compromissos" e em que não se esperam avanços, desde logo porque o ministro da Educação estará ausente do encontro.

O Governo vai reunir esta tarde com os sindicatos dos professores, na véspera da agendada greve destes profissionais da educação.

A reunião de hoje não contou com a presença do ministro da Educação, que foi internado esta manhã.

No encontro, a realizar no Ministério da Educação, estarão presentes as secretárias de Estado Adjunta e da Educação e da Administração e Emprego Público e não há agenda pré-estabelecida.

Na base das reivindicações dos docentes, está a intenção do governo de não contabilizar quase uma década de tempo de serviço. O ministro não participará da reunião.

"Não iremos aceitar qualquer tipo de compromisso abstrato para que esta greve não se faça", declarou o secretário-geral da Fenprof.

O Governo, disse, ter-se-á mostrado "disponível" para encarar a progressão de todos os professores, "embora de forma faseada no tempo", indicou o dirigente sindical. O direito dos professores, afirmou Mário Nogueira, é a "contagem do tempo de serviço que cumpriram".

No descongelamento de carreiras que consta no Orçamento do Estado para 2018, "aquilo que conta não pode ser a ditadura do jurídico, mas o direito das pessoas", defendeu Mário Nogueira, para contestar a estratégia do Governo. Estamos disponíveis, dissemo-lo e repetimo-lo, para encontrar um faseamento na recuperação desse tempo de serviço. E como os professores, ao contrário dos restantes funcionários públicos, dependem do tempo de serviço para progredir, na prática é como se não tivessem dado aulas entre 2011 e 2017 e entre agosto de 2005 e dezembro de 2007.