PF cumpre mandados no Rio contra fraudes em transportes — Lava Jato

Postado Novembro 14, 2017

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14) a Operação Cadeia Velha, que tem como objetivo cumprir mandados de prisão, busca apreensão e condução coercitiva contra deputados estaduais e empresários do setor de transportes do Rio de Janeiro.

Em comunicado, o Ministério Público informa ter pedido prisão preventiva dos deputados, mas a Justiça acatou apenas condução coercitiva dos políticos, na operação de hoje.

Onome da operação é uma referência à Alerj, que abrigou uma prisão no passado. A movimentação da PF nesta terça é um desdobramento da Operação Ponto Final, decorrente da Lava Jato.

O argumento do MPF à Justiça Federal é de que são inafiançáveis os crimes dos deputados, "que seguem em flagrante delito, sobretudo de associação criminosa e lavagem de ativos, e que não é preciso a Alerj avaliar suas prisões", avaliou o MPF-RJ.

Em julho, Jacob Barata, Lélis Teixeira e mais de 11 pessoas envolvidas no esquema de corrupção, foram presas pela PF. Logo depois, foram soltos por determinação judicial. Os presos temporários são Felipe Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento.

Os alvos são o empresário Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e o deputado estadual Paulo Mello (PMDB).

Segundo o MPF, As investigações apontaram que o presidente da Alerj, Jorge Picciani, seu antecessor, Paulo Melo, e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990. A operação é um desdobramento da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público do estado. A indicação não foi vista com bons olhos pelos investigadores da Lava Jato.

O MPF ressaltou ao TRF2 que, com seis mandatos de presidente da Alerj, Picciani é imprescindível na organização criminosa, pelo expressivo poder político e influência sobre outros órgãos estaduais.