Riqueza global aumentou 27% na última década e Portugal acompanhou tendência

Postado Novembro 14, 2017

Os dados constam da oitava edição do "Global Wealth Report 2017", que atualiza anualmente os dados de distribuição de riqueza no mundo e faz projeções para o segmento num horizonte de cinco anos à frente.

Segundo o documento, 3,5 bilhões de adultos tem riqueza abaixo de US$ 10 mil, ou 2,7% da riqueza global. Na segunda posição ficará o Japão, com 3,8 milhões de milionários em cinco anos. A contribuição mais forte é esperada da China: US$ 10 trilhões ou um aumento de 33% ao longo deste período.

E segundo as estimativas do Credit Suisse, o número de milionários em Portugal deverá continuar a aumentar nos próximos anos, aproximando-se dos 77 mil, em 2022. Será o segundo melhor ritmo entre os países observados, com a Argentina na liderança, com uma taxa de crescimento de 127%, para 68 mil milionários.

Há mais milionários em Portugal e estão mais ricos.

Olhando apenas para o último ano, a riqueza global aumentou 6,4% e atingiu 280 biliões de dólares, um aumento de 16,7 biliões de dólares. "Em nosso mercado doméstico, a Suíça, a riqueza por adulto aumentou mais de 40% durante esse período e continua liderando o ranking global", disse Urs Rohner, presidente do Credit Suisse. Este é um resultado de ganhos generalizados nos mercados de ações, bem como valorizações em ativos não financeiros - como imóveis -, que pela primeira vez neste ano ultrapassaram o nível de 2007, antes da crise. Em Espanha há 428 mil milionários, um número que também cresceu de forma brusca, já que no ano passado havia 370 mil milionários, definidos como pessoas com património equivalente a um milhão de dólares ou mais.

O relatório analisa em mais detalhe as economias do Brasil e do Chile, e afirma no caso do gigante sul-americano que o país sofreu uma crise que minguou a riqueza por adulto 35% desde 2011.

O Brasil está entre os muitos países nos quais a maioria dos cidadãos possue uma riqueza de entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, mas a desigualdade é relativamente elevada.

A geração Y está sempre na mídia - de forma positiva ou negativa -, mas o Credit Suisse acredita que nós deveríamos sentir pena deles.

Em comparação, a média em nível global é de US$ 56,5 mil, o que representa um aumento de 4,9% e um novo recorde. Em contraste, os 36 milhões de milionários, que compreendem menos de 1% da população, detêm 46% da riqueza das famílias.