Mãe recusa enterro da filha por acreditar que jovem ainda está viva

Postado Novembro 15, 2017

O caso aconteceu na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. A jovem foi declarada morta no último domingo (12), mas seus parentes afirmam que ela está viva, inclusive com batimentos cardíacos e respiração. Na certidão de óbito consta que ela morreu devido a infecção renal. Sem melhora, ela voltou ao Hospital e lá disseram que seu caso era grave, pois estava com os rins parados, diabetes e infecção. Seis dias depois, Débora foi dada como morta e o seu corpo está, desde então, já no interior de um caixão.

"Antes de ir para o HGE, ela foi para o Hospital IB Gato Falcão". Lá eles aplicaram um soro sedativo e depois disso a menina começou a convulsionar e foi transferida para o HGE. Mesmo com o atestado de óbito em mãos e a jovem já dentro do caixão, a mãe acredita que a filha não morreu.

A mãe contou que a família tem histórico de catalepsia - distúrbio que faz com que indivíduos fiquem em um estado que pode ser confundido com a morte.

"Com dois anos de idade". E também explica que a cada geração o problema está se agravando.

Diante do caso, a polícia judiciária suspendeu o sepultamento e determinou o recolhimento do cadáver ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para determinar a causa da morte de Debora e se houve erro hospitalar.

O delegado Manuel Wanderley Cavalcante foi ao local aonde o corpo da jovem é velado e pediu uma nova avaliação médica para confirmar a mote de Débora.

"Vamos verificar se está em óbito".

O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Maceió, para ser submetido a uma necropsia. "Vou instaurar procedimento de investigação".