S&P baixa rating da Venezuela e coloca-a em "incumprimento selectivo"

Postado Novembro 15, 2017

Além disso, a S&P classificou a Venezuela como em calote seletivo após não conseguir fazer pagamentos dos títulos com vencimento em 2019 e 2024 dentro do período de 30 dias. Em moeda local, a nota foi afirmada em CC.

Segundo a Standard & Poor's, que foi a primeira agência a anunciar um default venezuelano, "existe uma chance em duas da Venezuela cometer um novo calote nos próximos três meses".

Na reunião, que teve lugar na segunda-feira em Caracas, no Palácio Branco, segundo a imprensa venezuelana, participaram uma centena de credores. E, para 2018, tem obrigações de mais de US$ 8 bilhões.

A expectativa era de que, na reunião, o governo apresentasse propostas sobre como pretende pagar seus compromissos de curto e longo prazo.

E, acrescentou o vice-presidente venezuelano, "acabou com as poucas vias que ainda permitiam que a Venezuela se desenvolvesse amplamente no mercado financeiro internacional".

Se ela considerar que a Venezuela não cumpriu o acordado no pagamento de juros e de parcelas de papéis emitidos pela PDVSA, o calote será declarado.

Com reservas internacionais de 9,681 bilhões de dólares, a Venezuela deve quitar até o fim do ano cerca de 1,47 bilhão de dólares.

Como o fez fora da data estipulada, a maior parte dos analistas crê que a Isda vá declarar o país em default, apesar de, na prática, ele ter cumprido seus compromissos.