Inflação cai em novembro para família de renda mais baixa

Postado Dezembro 07, 2017

O indicador foi divulgado nesta quarta, dia 6 de dezembro, e com o resultado de novembro, o índice acumula alta de 2,1% no ano e 2,29% nos últimos 12 meses. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 1,06% para 10,02%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 1,06%, em novembro.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de -1,92%, em outubro, para 0,52%, em novembro. Já o índice do grupo Bens Intermediários subiu de 1,22% em outubro para 1,98%, em novembro.

Apesar de uma nova queda nos preços dos alimentos, os aumentos na conta de luz e nos combustíveis pesaram mais na inflação ao consumidor registrada pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (7). O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 0,54% para 7,02%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 1,19%. A FGV mostrou ainda que a inflação medida pelo IPC-C1 fechou o mês de novembro abaixo da taxa relativa ao IPC-Br, abrangente a variação da inflação junto às famílias com rendimento de até 33 salários mínimos. Educação, leitura e recreação, de -0,08% para 0,53% e saúde e cuidados pessoais, de 0,21% para 0,23% também registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: passagem aérea (-6,88% para 3,88%) e tarifa de eletricidade residencial (3,37% para 3,98%), respectivamente.

Comunicação foi outra a decrescer no período, retraindo de 0,6% para -0,42%, bem como vestuário e despesas diversas, que decresceram de respectivamente, 0,07% e 0,49% para -0,17% e 0,13%. A classe alimentação evidenciou um reco nos preços, ao caír de 0,31% para uma deflação de 0,47%, assim como habitação, que passou de 1,06% para 0,92%.

As despesas com materiais e serviços na construção subiram menos, mas o custo da mão de obra aumentou ligeiramente mais, o que levou a inflação do setor a encerrar novembro no mesmo patamar de outubro, dentro do IGP-DI.