Tribunal argentino decreta prisão preventiva da ex-presidente Cristina Kirchner

Postado Dezembro 07, 2017

A Justiça da Argentina pediu nesta quinta-feira, 7, a retirada da imunidade parlamentar e a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), por ter supostamente acobertado iranianos acusados pelo atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos, informou a agência estatal de notícias Télam.

O pedido de prisão da Justiça será encaminhado ao Senado do país, que analisará a remoção ou não da imunidade parlamentar da senadora eleita.

Além disso, a perda do foro teria de ser aprovada por dois terços dos senadores - como a bancada peronista conta com mais de um terço dos assentos da casa, a expectativa é de que o pedido do juiz Bonadio não passe.

Em sua decisão, Bonadío alegou que a ex-presidente poderia dificultar o processo devido aos contatos que ela possui.

A ex-presidente, envolvida em vários processos judiciais, obteve uma cadeira no Senado nas eleições legislativas de 22 de outubro e assumiu o cargo no último dia 29 de novembro, o que lhe dá privilégios parlamentares e a impossibilita de ser detida. Com ela, são também suspeitos o antigo secretário de estado Carlos Zannini, el ex sindicalista Luis D'Elía, o ex líder do partido Quebracho, Fernando Esteche e o político de origem libanesa Yussuf Khalil, que estão todos detidos. Poucos dias depois de ter apresentado a denúncia, o procurador foi encontrado morto em seu apartamento e até hoje as circunstâncias de sua morte são desconhecidas. Em 2013, o governo de Cristina Kirchner fimou um acordo com o governo iraniano para constituir uma "Comissão da Verdade" para investigar o caso.