IPCA sobe em 0,28% em novembro, diz IBGE, abaixo do esperado

Postado Dezembro 08, 2017

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (8) os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ), que ficou em 0,28% em novembro, cerca de 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de 0,42% de outubro.

No acumulado em 12 meses, a inflação de serviços desacelerou de 4,88% em outubro para 4,57% em novembro. O resultado é ainda menor se comparado aos 5,97% do igual período do ano passado. Após ter registrado uma aceleração em outubro, de 0,42%, a carestia desacelerou em novembro. Em novembro, em relação ao mês anterior, esse grupo teve queda de preços de 0,38%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada dos alimentos é de -2,32% e no ano está em -2,4%, a menor para esta comparação desde o plano Real, em 1994. Nos artigos de residência, a queda de 0,45% foi influenciada pelos itens eletrodomésticos (-1,11%) e tv, som e informática (-1,46%) - explica Fernando Gonçalves, gerente de Índice de Preços ao Consumidor do IBGE. Nesse grupo, com exceção da região metropolitana do Rio de Janeiro, com alta de 0,06%, houve baixas entre os -2,33% de Salvador e -0,08% de Goiânia.

Na contramão, os preços monitorados registraram alta de 1,32% no IPCA de novembro, acima do 0,98% de outubro.

O recuo do IPCA não foi maior porque os preços relativos a habitação subiram 1,27%, sob influência, principalmente, da energia elétrica mais cara (4,21%, em média). Em outubro, a bandeira tarifária vigente também era a vermelha patamar 2, porém o adicional era de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos. Em 2016, era de 4,45%; em 2015, 8,37%; e 2014, 5,29%.

O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,38% no IPCA de novembro, a sétima queda mensal seguida, segundo o IBGE.

Em habitação, que teve alta de 0,82%, as despesas com artigos de limpeza, gás de cozinha e energia elétrica fizeram o índice crescer. A inflação na região metropolitana do Rio ficou parecida com a média nacional, alta de 0,26%.

Com o aumento do preços da gasolina (2,92%) e do etanol, Entre os Transportes (0,52% e 0,09 p.p.), destaque para a gasolina e o etanol, mais caros, em média, 2,92% e 4,14%, respectivamente. O número segue bem abaixo do centro da meta de inflação do Banco Central, de 4,5% no ano.