Policial que efetuou disparos que mataram Emilly Caetano é exonerado

Postado Janeiro 13, 2018

A família da menina Emilly Caetano da Costa, morta com dois tiros nas costas durante uma abordagem policial, esteve nesta segunda-feira (8) em uma reunião com o governdor Wellington Dias (PT).

"Ofertei denúncia contra Aldo Luis Barbosa Dornel por homicídio contra Emily e por tentativa de homicídio contra os outros integrantes dessa família vitimada nessa temerária abordagem policial", disse o promotor à TV Cidade Verde.

Segundo Marinho, Francisco Venício Alves foi denunciado por fraude processual por alterar a cena do crime. "Houve alteração da posição da viatura para dar a impressão que a família teve uma tentativa de fuga".

"A viatura estava em rondas na avenida quando recebeu a denúncia e viu o veículo suspeito, deu ordem de parar e o mesmo aumentou a velocidade. Em recebendo, eles têm dez dias para oferecer resposta pré-liminar e após isso partiremos para a instrução do sumário da culpa", explica o promotor. A decisão do magistrado é de 6 de setembro de 2016, no entanto, a PM alega nunca ter tomado conhecimento.

Até agora nenhum dos envolvidos prestou depoimento, mesmo com a convocação enviada pela Delegacia de Homicídios no dia 26 de dezembro, um dia depois da abordagem que terminou com a morte da menina Emilly Caetano.

Por ter sido desligado da PM, Aldo Luis Barbosa Dornel deve ser transferido para um presídio comum.

Outro policial preso na presídio militar, é o cabo Francisco Alves. O caso ocorreu na noite de Natal (25), na Avenida João XXIII, zona Leste de Teresina. A mãe de Emilly, Daiane Caetano, foi atingida com um tiro no braço. O pai de Emilly, Evandro Costa perdeu a audição e está com uma bala alojada.