Mais de cem sismos sentido nos Açores

Postado Fevereiro 15, 2018

Centenas de sismos com magnitude entre 1,9 e 3,6 na escala de Richter foram registados desde as 00h47 horas na ilha de São Miguel, Açores, ...

Segundo explicava o geofísico Miguel Miranda, presidente do IPMA, inquirido pelo jornal Público, tratava-se de uma "crise sísmica" que se poderá prolongar "durante dias ou meses", com diferente magnitude e intensidade. "Neste caso, esta actividade está mais concentrada no tempo e espaço".

"Os sismos, com magnitudes regra geral abaixo de três, tiveram epicentro em terra e ocorreram perto de zonas habitadas, daí terem sido sentidos".

São sismos que não provocaram "quaisquer estragos", mas que, ao serem sentidos pela população "causaram alguma apreensão".

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Até ao momento, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) contabiliza cerca de 300 abalos, embora só 20 tivessem dimensão suficiente para serem sentidos pela população.

Desde as primeiras horas da madrugada que os Açores têm sentido um aumento da atividade sísmica, com os efeitos a serem mais notados na região do Congro, na ilha de São Miguel.

O especialista esclareceu ainda que a situação é irregular apenas na zona central da ilha de S. Miguel, no restante arquipélago os valores de sismos registados estão dentro dos parâmetros normais. Sismos foram sentidos nas freguesias de Porto Formoso, Rabo de Peixe, Água do Alto e Furnas com magnitudes de 2,7, 3,0, 3,2, 3,2 e 3,1, respectivamente, entre as 03:06 e 04:05.

Posteriormente, foram sentidos mais sismos nas zonas da Ribeira Seca (freguesia de Vila Franca do Campo) e em São Brás (freguesia da Ribeira Grande) com magnitudes a variar entre 2,9 e 3,2, respetivamente.

Se ocorrer um sismo com maior intensidade, os habitantes devem desligar água, gás e eletricidade, em casa.

Mesmo não tendo sido lançado qualquer alarme, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores emitiu um comunicado com as últimas informações (que irá atualizando à medida que se registem novas ocorrências).

Hoje de manhã, uma fonte do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores indicou à Lusa ter recebido durante a noite pedidos de informação da população de São Miguel, na sequência dos sismos.

"Na zona rural da ilha de São Miguel temos algumas habitações com pedra solta menos resistentes à ação sísmica", adiantou o responsável, lembrando a necessidade de se evitar circular em ruas e caminhos que sejam ladeados por taludes mais íngremes.