Donald Trump veta compra da Qualcomm pela Broadcom

Postado Março 13, 2018

A ordem executiva cita preocupações com a "segurança nacional" dos Estados Unidos para justificar o veto da aquisição.

Essa possibilidade finalmente foi por água abaixo nesta segunda-feira, 12, por meio de um decreto de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

"Em resumo, as considerações de segurança nacional não podem ser consideradas um risco sobre a sorte da fusão, pois a Broadcom nunca considerou comprar a Qualcomm antes de ter terminado a fixação de domicílio", segundo a companhia.

Os EUA sempre tiveram um histórico de liderança mundial quando o assunto é tecnologia, mas a ascensão da China, onde o governo investe pesado em semicondutores, inteligência artificial e diversos outros ramos do setor, é visto como uma ameaça, informou o New York Times. A OPA colocaria o maior fabricante norte-americano de microchips para telemóveis nas mãos de uma empresa sediada na Ásia.

Trump não quer empresas estrangeiras comprando empresas dos Estados Unidos.

A Qualcomm já tinha rejeitado uma proposta da Broadcom superior a cem mil milhões de euros, que entretanto foi objecto de investigação pelo comité sobre investimento estrangeiro nos EUA, um painel liderado pelo Tesouro norte-americano que analisa o impacto da entrada de capital estrangeiro em empresas estratégicas nacionais. Normalmente, o CFIUS se posiciona apenas depois de um acordo de compra ser anunciado, mas não foi o caso desta vez, quando a agência afirmou que barraria a compra da Qualcomm pela rival singapuriana.

Posicionando-se em relação à decisão decretada por Trump, a Broadcom reiterou que está analisando a situação, mas que as suspeitas levantadas pelo presidente não possuem fundamento.