Professores em greve até sexta: Proposta do Governo "não é aceitável"

Postado Março 14, 2018

Isto porque o governo voltou hoje a apresentar hoje aos sindicatos a mesma proposta que já tinha divulgado numa reunião negocial anterior, que apenas admite o descongelamento de dois anos e 10 meses de tempo de serviço aos docentes, que não desistem, por seu lado, de ver contabilizados os nove anos, quatro meses e dois dias congelados.

A greve desta semana foi convocada pelas dez estruturas sindicais de professores que assinaram a declaração de compromisso com o Governo, em Novembro passado, entre estas a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) e a Federação Nacional de Educação (FNE/UGT). "Pois os professores vão aceitar esse desafio e vão fazer greve, e, se calhar, a seguir a essa greve vão fazer outras coisas, porque na verdade esta discriminação é inaceitável", argumentou Mário Nogueira. A greve inicia-se esta terça-feira, 13 de março e prolonga-se até sexta-feira, 16 de março. "Passados três meses, em relação ao reposicionamento na carreira a proposta da tutela continua longe de respeitar o princípio da não discriminação dos docentes abrangidos em relação aos seus colegas que ingressaram antes do congelamento". Como sempre dissemos nós não prescindíamos de um dia que fosse do tempo que os professores prestaram, porque foi trabalho real realizado pelas escolas.

Os professores e funcionários das escolas do Estado do Piauí decidiram acabar com a greve nesta segunda-feira (12) depois de 17 dias de paralisação.

A presidente do Sinte disse que a proposta do governo não atende à necessidade dos professores. Hoje a greve é realizada pelos docentes da região da grande Lisboa (Lisboa, Setúbal e Santarém) e da Madeira. No dia 14 a greve concentra-se na região sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro) e no dia 15 na região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco).