Proposta ao BNDES e ao grupo Votorantim

Postado Março 13, 2018

Nesta segunda-feira (12), representantes da Fibria se reuniram com os principais executivos do BNDES para atualizá-los sobre as negociações.

O BNDESPar detém 29,08 da Fibria e a Votorantim, outros 29,42%. BNDES também é sócio minoritário da Suzano, com 6,9%. Segundo o fato relevante, a manifestação da CA Investment é "condicionada à implementação de diversos eventos futuros, acerca dos quais não é possível prever qualquer conclusão neste momento". Hoje os ativos operam em leve baixa, perto de R$ 69. O montante é acima do valor de mercado da fabricante de celulose, avaliada em R$ 37,3 bilhões, considerando a cotação das ações na última semana. Já a Suzano, que caiu 4,45% na véspera, avançava 1,4%. Em um pessimista, cairia a R$ 11 bilhões.

E muito devido às notícias sobre o interesse de outras empresas na sua aquisição. A família Widjaja, que também é dona da Asia Pulp and Paper (APP), já tinha procurado a Fibria nos últimos meses demonstrando interesse na companhia, segundo fontes.

"Estamos mantendo discussões com a Suzano e seus acionistas controladores, com vistas a avaliar possível negócio envolvendo as duas corporações".

Com a proposta, a Paper Excellence entra na disputa com a Suzano Papel e Celulose, que mantém suas negociações em andamento com BNDESPar e Votorantim. Não é o caso dos herdeiros da Votorantim, que estão na quinta geração e cuja empresa de papel e celulose representa um dos vários negócios do grupo, que também atua em cimento, siderurgia, suco de laranja e é dono de um banco.

A Fibria não informou sobre possível negociação com a Paper Excellence que, por sua vez, não comentou sobre o assunto. O preço-alvo para as ações da Suzano foi elevado para R$ 22 (de R$ 20) e para a Fibria a R$ 60 (de R$ 50).