Datafolha: Lula preso político lidera pesquisa presidencial

Postado Abril 15, 2018

A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 13 de abril em mais de 227 municípios com 4.194 entrevistados. O cenário com o ex-ministro na disputa não muda muito, e ele aparece com ainda menos votos que Haddad, 1%. No fim de janeiro, quando o levantamento anterior do Datafolha foi concluído, Lula tinha até 37% das preferências.

Nos cenários que o ex-presidente foi colocado, ele faz o dobro que Jair Bolsonaro (PSL) que fica na casa dos 15%. Já Ciro Gomes alcança 9% em todos os cenários sem Lula, empatado com Alckmin, que varia de 7% a 8%.

O Datafolha traçou 9 cenários na corrida presidencial.

O PT diz manter a intenção de registrar a candidatura de Lula, preso no sábado (7) para cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos foram apoiados publicamente pelo ex-presidente em seu último discurso antes da prisão. É o que mostram dados preliminares de uma pesquisa Vox Populi, registrada no Tribunal Superior Eleitoral e contratada pelo Partido dos Trabalhadores. Ele tem 17% das intenções de voto, e ela oscila entre 15% e 16%.

Ciro fica com 15% do espólio lulista no cenário mais favorável para ele, segundo o Datafolha.

As simulações de segundo turno feitas pelo instituto mostram também que eles teriam pouca chance se entrassem no lugar de Lula e chegassem ao segundo turno da eleição.

Os potenciais substitutos de Lula na disputa não superam os dois pontos percentuais na pesquisa. Completam o cenário, Alvaro Dias (Podemos): 3%; Manuela D'Ávila (PC do B): 2%; Fernando Collor de Mello (PTC): 1%; Rodrigo Maia (DEM): 1%; Henrique Meirelles (MDB): 1%; e Flávio Rocha (PRB): 1%. Tendo Haddad como candidato do PT, Temer aparece com 2% das intenções de voto, mesmo porcentual do concorrente petista.

Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o governo de São Paulo com índice de aprovação de 36%, segundo pesquisa do Datafolha realizada após sua renúncia para disputar a Presidência.

Os demais postulantes ao Planalto, como o ex-banqueiro João Amoedo, do Novo, marcam no máximo 1% das intenções de voto.