Síria: Rússia acusa EUA, Reino Unido e França de "hooliganismo diplomático"

Postado Abril 16, 2018

O ataque lançado neste sábado contra a Síria, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, Reino Unido e França "não ficará sem consequências", advertiu o embaixador da Rússia em Washington, Anatoly Antonov.

"Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens vindas de Washington".

"A prioridade imediata é evitar o perigo da guerra", disse ele a repórteres.

"Isto testemunha a grande eficácia destes sistemas [antiaéreos] e a excelente formação do pessoal militar sírio formado pelos nossos especialistas", declarou o general russo Serguei Rudskoi, em conferência de imprensa.

O regime sírio nega que tenha ocorrido um ataque químico.

Os Estados Unidos acusam o regime do Presidente da Síria, Bashar al Assad, aliado de Kremlin, de ser responsável pelo ataque.

O embaixador pediu por isso ao Conselho que vote favoravelmente o projeto de resolução que Moscovo apresentou, no qual defende que a ONU condene a "agressão" armada ocidental contra a Síria, a qual "viola o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas".

O aviso foi feito pelo representante russo no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Vassily Nebenzia.

"Esperamos que haja um ponto de retorno, que os Estados Unidos e os seus aliados desistam de uma acção militar contra um Estado soberano", sublinhou Nebenzia. Ainda não há data para o encontro, mas Nebenzia acredita que ele será realizado em breve.