Mercado baixa expectativa de inflação e de alta do PIB em 2018

Postado Abril 17, 2018

As previsões do mercado estão no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Em um ambiente de inflação e juros baixos, mas com desemprego em alta e mercado de trabalho ainda baseado na informalidade, as vendas varejistas encolheram 0,2 por cento em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve crescimento inesperadamente fraco de 0,1 por cento.

O valor continua abaixo da meta central da inflação do Governo Federal, estipulada em 4,5%. O Boletim Focus também reduziu a expectativa para o IPCA de 2019, o valor antes registrado em 4,09% passou para 4,07% e, segue abaixo da meta de 4,25%.

O mercado tem dado a entender cada vez mais que iniciou este ano escorregando mais do que o esperado. Foi a terceira queda seguida do indicador. A mediana para o IPCA este ano caiu de 3,53% para 3,48%.

A economia brasileira ficou praticamente estagnada em fevereiro, performance menor que a esperada por analistas e que destaca a dificuldade que o país enfrenta de imprimir ritmo mais consistente de expansão no início do ano.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. Para 2019, a estimativa do Top 5 saltou de 3,70% para 4,05%.

Quando a Selic aumenta, o objetivo do BC é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 80 bilhões.